quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Você está satisfeito?

Foi o nosso grande Guimarães Rosa, quem escreveu “O animal satisfeito, dorme”. O autor percebeu tão bem que a condição humana perde substância e energia vital, toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão. Rende-se assim à sedução do repouso e imobiliza-se na perigosa acomodação.
O pensador Mario Sérgio Cortella, que aborda o tema, diz que a satisfação não deixa margem para a continuidade, para prosseguimento, para a persistência, para desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Diz ainda, que, quando alguém nos fala: Fiquei muito satisfeito com você ou Estou muito satisfeito com seu trabalho, é algo assustador.

Explica ele que tal expressão pode ser entendida como uma barreira ao crescimento, dizendo que nada mais de nós desejam, ou que aquele é nosso limite, nossa possibilidade. O está bom como está pode ser um grande cerceador da evolução, pois pode nos acomodar à situação atual. Segundo ele, seria muito melhor ouvir a seguinte expressão: Seu trabalho é bom mas fiquei insatisfeito, e portanto, quero conhecer outras coisas.

Percebamos que ele se utiliza da expressão insatisfeito, não para criticar ou depreciar o trabalho, mas para incentivar seu autor à continuidade. Um bom filme, por exemplo, não é aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando quietos para a tela, enquanto passam os créditos, desejando que não acabe? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos no colo, absortos e distantes, pensando que poderia não terminar? Um bom passeio, uma boa viagem, não é aquela que desejamos se prolongue, que nunca acabe? É desta forma que, segundo Cortella, a vida de cada um também deve ser, afinal de contas, não nascemos prontos e acabados.

Ainda bem, pois estar plenamente satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento. Termina ele dizendo que somos seres de insatisfação, e precisamos alguma dose de ambição em nossas existências. O animal satisfeito dorme, pois não tem objetivos de vida, não tem razão para sair do lugar.

Trazendo para nós crentes em Cristo Jesus. Será que também estamos dormindo, satisfeitos e confortáveis com nossa atual condição espiritual. Pergunto a você que é crente a muito tempo: Você está satisfeito com a vida cristã que tem levado? Está contente com o tipo de comunhão que está tendo com Deus e com seu povo? Está feliz com a quantidade e qualidade de tempo que tem dedicado a oração e leitura da Palavra de Deus? Está confortável com os frutos que tem dado a Deus pelo testemunho de sua vida? Quantas almas você já levou a Cristo? Está álacre vendo milhares de pessoas todos os dias morrendo e indo para o inferno? Está contente com a atual situação de corrupção, imoralidade, violência, cegueira espiritual, idolatria em que vive nossa sociedade? Está feliz vendo cada vez mais pessoas indo as igrejas na busca de benção materiais e curas milagrosas, enchendo o bolso de falsos profetas, ao invés de salvação de suas almas? Está satisfeito vendo bancos vazios em nossas igrejas, enquanto milhares estão afundadas em miséria espiritual? Enquanto você está lendo este artigo, neste exato momento, milhares de vidas ao nosso redor estão afundadas e arruinadas pelo pecado que certamente as condenará eternamente se não ouvirem as boas novas do evangelho de Jesus Cristo.

Porque está parado aí, vendo as horas, os dias, semanas e anos passarem enquanto o inimigo de nossas almas, que não dorme, nem descansa, trabalhando para roubar, matar e destruir vidas e mais vidas. “O crente satisfeito, dorme”. Meu coração arde como o de Jesus vendo tamanha incredulidade: “Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?” (Mt. 17.17). Podemos acrescentar: Até quando dormireis? Até quando ficaremos aqui parados? “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.” (Jo. 9.4) “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos”. (Rm. 13.11) “Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará.” (Ef.5.14).

Voltemos a Cortella, quando ele diz que “satisfeito” é aquele que parou no tempo, parou de cresce, de produzir, e que não há continuidade. Vemos assim a vida de muitos crentes com o passar do tempo perderam substancialmente sua energia espiritual, a alegria e o vigor daquele primeiro amor do momento da conversão, se foi..., “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap. 2.4,5).

Diante de tudo isto, se ainda estiver “satisfeito”. Sugiro que reflita bem se seu cristianismo é autentico. Mas se há em você uma inquietude interior, e um desejo intenso de crescer, melhorar espiritualmente e fazer algo. Então, ponha-se nas afetuosas mãos do nosso Deus, para que ele o use na obra do reino. Não há mais tempo a perder. O evangelho tem pressa. É necessário “desembaraçar-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, e corrermos, com perseverança, a carreira que nos está proposta” (Hb.12.1). Deus nos faça seres de “insatisfação” espiritual.

Pr Nelmo Monteiro Pinto

nelmomonteiro.blogspot.com

Sociedade do Excesso sem exeção

Filhos assassinam pais, professores alertam alunos para a nota zero da prova e recebe um ‘e daí’ como resposta, pulamos normalmente por sobre mendigos nas ruas, receamos nos casar, ficamos ao invés de namorar, assistimos o horror na mídia e não nos assustamos, a expressão da sexualidade é múltipla, convivemos pacificamente com a violência, ser ator não é mais coisa de gay, médico, engenheiro e advogado não são mais as únicas profissões, queimam-se prostitutas, oficiais da sociedade abusam do poder, adoecemos psicologicamente sem saber o porquê e etc.


Estamos numa sociedade ímpar. Sociedade do excesso onde a diversidade não permite exceção. O diverso trouxe uma nova normalidade. O normal não é mais versão do único, mas a expressão do multiverso. Logo, nada é exceção, nem mesmo o excesso.


Sociedade do excesso porque o desejo não tem lei. A autoridade não mais orienta, regula ou limita. A autoridade se cala, pois não tem mais legitimidade para apontar para todos o caminho verdadeiro, pois o saber científico diz não existir. O saber científico é uma autoridade que desregula a autoridade do senso comum e da moral na sociedade. O saber científico se põe perante a autoridade dos pais e educadores apontando-lhes a autoridade que aponta a direção como um sinônimo de autoritarismo e abuso de poder. Daí se explica, por exemplo, os filhos sem limites, violentos contra pais e educadores e filhos que assassinam pais.


Sociedade sem exceção porque não há normalidade única, não há a versão correta a se seguir e nem quem esteja fora da versão, então não há quem esteja fora do normal. Assistimos a morte da moralidade. Não há o ideal, o correto, a verdade única. Dessa forma, ninguém está em exceção, já que não existe uma única versão, mas sim o multiverso, a diversidade de opções possíveis e de maneiras de ser e existir. Daí se explica, por exemplo, a expressão da sexualidade nessa sociedade, onde não há mais homens e mulheres e heterossexuais, há o multiverso de opções sexuais sem quem oriente qual seguir. Não há na sociedade a orientação para uma verdade única como a heterossexualidade.


Sociedade onde tudo é corriqueiro, diverso e em excesso. Onde não ha anormal e nem normalidade, pois tudo é diverso. Então não há exceção ao normal, não há estado de exceção, não há o estranho que assusta, já que tudo é diverso e excessivo. O excesso entre o diverso faz tudo parecer normal-sem-exceção. Nesse contexto se percebe a dessensibilização moral e ética em parcelas da sociedade.


Não há quem hoje se espante ante o excesso de violência, de erotismo e de horror expostos na mídia através de reality shows que se propõem a retirar as fronteiras entre a dimensão pública e privada da existência humana. A retirada dessa fronteira delimitadora entre público e privado proporciona a sensação do excesso na atualidade. Antes o que a moral barrava, hoje o desejo anseia sem limites. O desejo deleita-se com pessoas aprisionadas em condições de vida excessivamente aterrorizantes, erotizadas e violentas.


É o excesso do e no desejo do outro. A hipermodernidade de que fala Lipovetsky. Perante o multiverso o desejo sem lei fica desnorteado e por vezes colapsa. Proibir é proibido. Assim estimula-se a produção do diverso e do excesso. Quem se diverte é o gozo que flui desregradamente livre e temporariamente ou colapsa diante do impasse das escolhas. Isso explica o ‘ficar’ e a dificuldade de arrumar casamentos na sociedade onde ninguém quer compromisso conjugal duradouro.


Assim, o mendigo, o menino rua, a prostituição, as drogas, a violência, a corrupção, a degradação do outro não mobilizam como antes mobilizam a movimentação social. Entretanto, há parcelas da população assustadas com essa normalidade do anormal e assim fundam instituições de promoção do anormal dentro dessa normalidade patológica. Eles vêm dizer, por exemplo, que meninos de rua não é tão normal assim, vêm dizer que pessoas sem educação básica é anormal e que fogem do normal da cidadania.


Portanto, as ONGs, de certa forma, representam o resgate ideológico da normalidade através do apontamento do anormal e do excluído dos direitos de cidadania. Sua função é a de ressensibilizar os dessensibilizados ao advogar que algumas condições de vida são anormais perante uma rede de dispositivos legais que garantem a normalidade perdida da cidadania.


Na modernidade havia o instituto psicológico da Identificação. Em família havia a existência do discurso do Outro que nos apontava o caminho ideal e com essa forma de caminhar nos identificávamos barrando o excesso de desejo pueril com o qual nos sobejávamos na infância. A relação entre família e os papéis de seus membros se modificaram. Novas funções são observadas. Não há mais quem diga sobre o certo ou errado e barre o excesso de desejo em família. Só há quem na sociedade profetize o excesso de desejo como ativadores de males vindouros.


Percebemos na atualidade a queda do outro que regula o excesso de desejo em família, pois barrar agora é crime inadequado. A lei familiar não mais proíbe o desejo, pois ela não existe. A proibição pela lei se fora e presenciamos o excesso e o desrespeito pela existência do próximo. A alteridade só existe enquanto servir de objeto do desejo. Daí a efemeridade dos encontros. Portanto, desejo excessivo sem lei nos fala de egoísmo a partir de um ponto de vista. O que importa é exceder o desejo, mesmo que o outro, que não aprendemos a vê-lo em seus direitos básicos, exista.


Assim caminhamos, em excesso e em nova normalidade. Rumo a uma nova sociedade. A sociedade do excesso. Sociedade sem noção de privado. A sociedade do diverso. A sociedade sem lei para o desejo. Uma sociedade sem exceção e egoísta, portanto.


A partir dessa reflexão, qual seria o papel do cristão nessa sociedade? Qual tem sido a influência dessa sociedade (que está apontada em II Tm 4:3) sobre a Eclésia? Muitas por certo. É só observar os tentáculos tentadores do neopentecostalismo que se harmoniza perfeitamente com essa proposta de sociedade do excesso sem exceção.


Uma sociedade que apregoa o anarquismo do desejo humano é uma sociedade que pode ser mais interessante para dar vazão à voz do pecado que habita o ser humano.


Uma sociedade onde ser cristão é continuar dando vazão aos desejos humanos em excesso e sem exceção até mesmo dentro da igreja que possui Jesus hereticamente vestindo a indumentária de garçom e não de Redentor.


Um dos efeitos dessa sociedade dentro da igreja é que aqui funciona como restaurante de desejos. Fala-se de santificação, de Jesus, de obediência e disso tudo que está na bíblia e pregado há mais de 500 anos a partir da reforma protestante.


Só que nesses tempos de hipermodernidade há uma diferença na pregação. Tudo isso – cristo, santificação, obediência à Palavra, etc., virou um meio para se conseguir um fim: a realização do próprio desejo. Busca-se santidade para se conseguir realizar mais desejos, como fichas que se acumulam: quanto mais santo e mais obediente mais bênçãos se recebe.


Portanto, um dos desafios da igreja está em manter-se biblicamente embasada e teologicamente atualizada para esta época que nos lança desafios constantes ante a educação dos filhos e do discipulado cristão. Reverter essa situação de Cristo como intermediário entre a santidade e o desejo humano compulsivo (que não deixa de ser um pecado).


Deus deve reassumir o seu papel: O Eu Sou O Que Sou definido em essência e sem pragmatismo e nem relativismo algum em sua definição. Deus não é filosofia de vida. É Senhor e deve ser adorado pelo que É e não pelo que poderia dar se quisesse.

Marcelo Quirino
Psicólogo Clínico (UFRJ)
Fone (021) 8260.6966
www.marceloquirino.com
http://twitter.com/quirinopsico

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Os Benefícios Psicológicos da Oração

Por Marcelo Quirino

Membro da PIB Guarani – São João de Meriti
www.twitter.com/quirinopsico
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Além da óbvia conseqüência espiritual, a oração proporciona alguns benefícios psicológicos ao cristão. Há vários tipos de oração e cada um deles possibilita ao cristão experimentar algumas vivências psicológicas específicas que se relacionam com a dimensão espiritual.
A oração possui resultados de dissipar emoções negativas e pesadas, acalmar, oferecer direção para decisões, esclarecer o cristão sobre suas crenças irracionais e preconceitos, iluminar sobre comportamentos errôneos, oferecer motivação para a luta, elucidar o cristão sobre as suas impulsões, além de outros benefícios.
No ato de orar não só falamos, mas escutamos Deus também. É no ato de utilizar a linguagem e expor nossa psicodinâmica para Deus a fim de que o Espírito Santo analise nossos anseios, conflitos psicológicos e nossa estrutura de personalidade. Portanto, a oração traz também maturidade psicológica.
Os Tipos e os Benefícios Psicológicos da Oração
Um sistema classificatório de orações se justifica com objetivos didáticos, uma vez que durante o ato de orar elas podem se alternar. Cada um pode ter vários benefícios, mas destacamos apenas alguns de acordo com a parte da estrutura psicológica utilizada em cada um dos tipos de oração.
Segundo os objetivos de cada oração, poderíamos didaticamente separá-las em oração de clamor, a confessional, a dialógica, a de consagração, a de louvor, a de intercessão e a oração de meditação.
A primeira oração é a confessional. É pela oração confessional que admitimos a existência de um conflito, pecado ou problema. Nessa oração é com a ajuda do Espírito Santo que geramos o desconforto psicológico necessário para a mudança através da sensação de culpa positiva.
Por isso a oração confessional permite a assunção da parcela de responsabilidade ante o próprio comportamento e motiva para resolução do conflito fazendo com que o cristão seja responsável pelo seu processo de santificação. Beneficia a responsabilidade pela santificação e proporciona autoconhecimento.
A oração de clamor permite ao cristão reconhecer-se como servo e não permite que o ego atinja altos níveis de individualismo que gerariam a sensação de independência plena de Deus. Essa oração tem por característica um pedido de resolução sobre um conflito ou problema.
No ato de clamar abrandamos os receios impostos pelo ego, as culpas negativas e também entregamos a Deus nossos desejos impulsivos. Beneficia a dependência de Deus e proporciona maior controle do ego sobre a realidade psicológica.
A oração de diálogo é a oração com Deus descompromissada com qualquer temática. Ela nos permite esclarecer nossas crenças irracionais, nossos preconceitos, nossa ignorância e nos ilumina ante um conflito psicológico. A oração dialógica permite análise dos desejos humanos e uma análise da nossa forma de relação interpessoal no grupo, família ou igreja.
A oração dialógica é um bate-papo onde podem aparecer ideias e aflorar criatividade para um projeto no ministério, por exemplo. Nesse tipo de oração não há muita manifestação de culpas, já que não há compromisso com algum conflito psicológico. Beneficia a criatividade e promove capacidade de análise ao ego.
A oração de consagração é aquela onde fazemos pactos com Deus e com nossos irmãos. Consagramos desejos e comportamentos. Como a oração de posse no ministério pastoral, por exemplo. É nessa oração que enfatizamos que apesar da existência de qualquer conflito psicológico, problema ou desejo, precisaremos nos manter no pactuado.
Na oração de consagração o ego analisa que precisará manter-se firme diante conflitos psicológicos. Beneficia a confiança em Deus.
A oração de adoração e louvor é a oração que engrandece a Deus pelos seus feitos, pelo seu ato no Calvário e pela sua onipotência. É nessa oração que o cristão reconhece-se como dependente de Deus e evita a desobediência. Beneficia a aliança com Deus.
A oração de intercessão é a oração que pedimos a Deus pelos nossos irmãos e suas causas. É nessa oração que pomos nosso tempo e nossa oração à serviço da igreja, dos familiares e dos não crentes. É uma oração que beneficia a comunhão com o corpo de Cristo e proporciona misericórdia e compaixão, ou o senso de empatia.
Na oração de meditação nós refletimos na palavra divina, em nossa própria vida, em nossa estrutura psicológica e nas relações interpessoais. Pela oração de meditação nós nos santificamos pela Palavra e iluminamos decisões a serem tomadas e promovemos um processo de autoconhecimento direcionado pelo Espírito Santo. Nessa oração beneficiamos o crescimento espiritual.
Esses cinco tipos obedeceram ao critério do objetivo da comunicação. Outras divisões poderiam ser feitas de acordo com outros critérios. Essa forma de divisão nos é importante e útil, pois evidencia quais as partes da personalidade estão postas em ação para alcançar o objetivo predeterminado da oração e consequentemente constata-se alguns benefícios adjacentes.
Portanto, percebemos que cada tipo de oração difere na parte da personalidade que é utilizada para se comunicar com Deus e consequentemente seus benefícios são diferentes.
Apesar dessa análise, cada tipo de oração é um momento único de falar com Deus e não podemos compreender todos os seus benefícios com uma breve análise psicológica. Deus pode ainda quebrar essas regras e oferecer os benefícios que quiser, afinal Ele é o soberano.
A Oração Como Expressão de Fé
Assim sendo, buscar benefícios psicológicos em uma oração não é o nosso desafio. Nosso desafio supremo nesses tempos de crise de identidade doutrinária bíblica e batista é fazer da oração uma expressão genuína de fé e não colocá-la à serviço da confissão positiva.
A confissão positiva é o desespero humano posto em palavras para controlar o próprio futuro ao invés de conceder o seu controle para Deus. É a falta de fé, expressa num impulso de onipotência, que motiva tal necessidade de controle.
A confissão positiva não é expressão do espiritual. Pode ser fruto da ausência de fé e tem a ver com conflitos e desejos psicológicos não submetidos a Deus.
Ter fé é conseguir suportar o desconforto psicológico como medos e receios sabendo de antemão que Deus proverá naquilo que Ele prometeu em sua Palavra, apesar do contexto visto dizer o contrário. Ter fé é saber esperar com certeza o agir de Deus.
Firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem, a fé não tem a ver com ordenar, mas tem a ver com depender confiantemente de Deus.
Ter fé tem a ver com conter a si mesmo e não com dominar o mundo externo pela palavra declarada. Fé tem a ver com equilíbrio emocional e é a firme crença psicológica inabalável na providência divina

O muro caiu



Há vinte anos, em 9 de novembro de 1989, os alemães orientais derrubaram o muro de Berlim. Considerado um dos maiores símbolos da Guerra Fria, o muro deixou de existir. Libertando-se de quatro décadas de totalitarismo e enterrado para sempre a experiência comunista. A queda do muro de Berlim simbolizou o desmoronamento do comunismo na Europa Central e Oriental. Esta semana toda e Alemanha e o mundo comemoraram a queda do muro. Milhares de pessoas foram para frente do portão de Brandemburgo para festejarem os vinte anos do que era considerado o muro da vergonha.

Assim como em Berlim, no inicio da criação, não havia um muro em nossa relação com Deus, porém, por decisão própria, o homem resolveu desobedecer o limite estabelecido pelo Criador. “E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gn. 2.16,17) “...tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu” (Gn. 3.6). A partir desse momento um muro foi erguido. Deus não desejou isso. Foi o homem que decidiu erguê-lo, e teve que sofrer as terríveis conseqüências (uma tipificação desse muro é de Berlim): Vergonha, Medo, Fuga, Expulsão e Morte “Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.” (Gn. 3.7-10) e por fim, foram expulsos da presença (jardim do Éden) de Deus (Gn. 3.23,24). Uma enorme barreira foi construída (o pecado) “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” (Rm. 3.23)

O pecado condenou para sempre toda raça humana. Contudo, Deus anunciou desde aquele momento que o pecado (o muro que nos separa e nos condena) seria resolvido quando viesse da mulher (Jesus) aquele que viria para “ferir a cabeça da serpente” (Gn. 3.15). Como cita João: “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo” (1Jo.3.8). Com a morte de Jesus na cruz a parede que separava o homem de Deus caiu. Havia um símbolo desta separação no templo. O véu, que separava o lugar santo, onde o somente o Sumo sacerdote poderia entrar, do santo dos santos onde estava a arca e onde Deus se manifestava entre os querubins. Ele foi rasgado “Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo” (Mt. 27.51). Do alto a baixo, significa que não foi obra humana, e sim divina. O próprio Deus agiu retirando a muro que nos separava dele. O apóstolo Paulo declara: " que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões” (2Co. 5.19). Esta separação é provida pela morte de Jesus Cristo.

Numa história que foi contada por um teólogo suíço, Karl Bart. Em uma de suas pregações Karl Bart falou de um grupo de soldados japoneses que em 1965, 20 anos depois de terminada a Segunda Guerra Mundial, estavam escondidos numa ilha do Pacífico e não sabiam que a guerra havia terminado. Fugiam de todo contato com as pessoas, não tinham mais armas, não queriam se render, “um japonês não se rende”, mas também não podiam vencer a guerra, então ficavam escondidos no meio do mato. A noite entravam em alguma aldeia, roubavam alguma galinha, um porco, ovos, para se alimentar, o pessoal dessas aldeias começou a descobrir que havia alguma coisa errada. Panfletos foram lançados em dialetos que eles pudessem entender, na língua japonesa, dizendo que a guerra havia terminado, mas eles não se renderam pensando que fosse um truque dos aliados, até que uma noite, um deles que foi saquear uma granja foi preso.

Então levaram-no para a aldeia e mostraram que a guerra havia terminado, que agora, essas coisas pós-guerra, Japão e Estados Unidos eram aliados, que não havia mais motivo para continuar escondido. Ele então voltou para o grupo e o grupo, que a 20 anos vivia escondido nas matas de uma ilhota do Pacífico voltou para a civilização. E como só no Japão isso acontece, eles foram recebidos como heróis.
Aí disse o teólogo Karl Bart: “povo muito estranho este vivendo numa guerra que havia terminado 20 anos antes, mas muito mais estranho é o homem que insiste em viver em guerra com Deus, mais de dois mil anos depois de Jesus Cristo ter conseguido o armistício na cruz do Calvário”.

Ainda hoje, muito mais estranha é a pessoa que insiste em viver sem paz com Deus mais de dois mil anos depois que Jesus Cristo nos ofereceu a paz na cruz do Calvário. Muito mais estranho é o homem e a mulher que vivem separados e desamparados, depois que Jesus Cristo resolveu esta questão. Não é preciso mais viver distante de Deus. Não é mais preciso viver sem ele e não é preciso mais a sensação de separação. Deus nos recebe e nos aceita como somos, na pessoa de Cristo. Sim, o muro caiu! Mas, será que para você este muro tenha caído? Sabe aquela sensação de estamos fora do lugar. Esta compreensão de que nós não estamos vivendo como deveríamos viver e no fundo qualquer pessoa, se tiver um pouco de honestidade consigo mesmo há de reconhecer que a sua vida fica abaixo do que ela poderia viver, seja honesto com você mesmo. A vida que você vive é tudo o que você poderia viver? Você se sente encontrado, ajustado, realizado no mundo? Sabe que está vivendo como Deus gostaria que você vivesse? Sente-se completo? Pode dizer, está tudo bem realmente comigo?

Você pode viver bem com Deus, você pode ter paz com Deus, você pode experimentar a certeza de que Deus o aceita, você pode ser amparado por ele, ele sofreu para que você não sofresse e se ele foi morto para que você vivesse.
Pense sobre a sua vida, sobre o que Cristo lhe oferece e sobre esta gloriosa possibilidade de viver com Deus e com Jesus Cristo. O muro já caiu, para aquele que o recebe. É a oportunidade que você tem e que você deve aceitar. Deus o abençoe.

Pr Nelmo Monteiro Pinto

APAGÃO, INCLUSIVE ESPIRITUAL


O Brasil nos últimos anos foi vitima de alguns apagões, os quais proporcionaram seriíssimos problemas a toda sociedade brasileira. No que tange ao Cristianismo, vivemos hoje um sério apagão teológico, onde os mais variados distúrbios doutrinários são observados. Unção do riso; unção do leão; unção apostólica; crentes de segunda classe; troca de anjo da guarda; arrebatamento ao 3º céu; festa dos sinais; night gospel song; sal grosso pra espantar mal olhado; maldições hereditárias; encostos; óleo ungido pra arrumar namorado; sessões do descarrego; “paiostolos”, monarcas da fé, coronéis apostólicos, música para o diabo, atos proféticos descabidos e burrificados, dentre tantas outras coisas mais, tornaram-se infelizmente marcas negativas dessa geração.


Caro leitor, as praticas litúrgicas por parte da igreja evangélica brasileira fazem-nos por um momento pensar que regressamos aos tenebrosos dias da idade média, até porque, nesses dias, como no século XVI a mercantilização da fé, bem como as manipulações religiosas por parte de pseudo-apóstolos, se mostram presentes. Confesso que não sei aonde vamos parar. Ao ler aberrações como as narradas acima, sinto-me profundamente desanimado com os rumos da igreja brasileira. Até porque, em nome de uma espiritualidade burra, oca e egoísta, centenas de “pastores” movidos pela ganância e o poder, têm corrido desenfreadamente a procura de títulos cada mais aberrativos. Infelizmente a apostolização moderna tem feito de muitos destes, pequenos reis, os quais em cerimônias nababescas são coroados como tais.

A febre do gospel, o mercantilismo podre na vida de muitos, me enojam substancialmente. Há pouco soube por intermédio de um pastor amigo, que uma famosa cantora gospel, tinha no seu staff um travesti. Aonde vamos parar? Chega! Basta! Não suporto mais o misticismo e dualismo promovido pelos gurus da batalha espiritual, não agüento mais ouvir as loucuras dos profetas da mentira, os quais escravizam o rebanho de Deus com heresias das mais hediondas, elaborando mapas, ungindo e urinando nos 04 cantos da cidade. Se não bastasse isso, profetas da modernidade tem ensinado que Caim virou Vampiro, que estão se abrindo “portais dimensionais”, que existem lobisomens, dentre outras lendas e superstições absurdas. Caro leitor e irmão em Cristo, por favor responda sinceramente: você consegue acreditar numa coisa dessas?

Pois é, estamos vivendo um forte e tenebroso apagão teológico. Que Deus tenha misericórdia do seu povo!
Pense Nisso,

Renato Vargens
Fonte: http://www.creio.com.br/2008/noticias01.asp?noticia=6613

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A MÁQUINA DE ESCREVER

A importância de cada tecla da nossa vida
Apxsar dx minha máquina dx xscrxvxr sxr um modxlo antigo, funciona bxm, com xxcxção dx uma txcla.

Há 42 txclas qux funcionam bxm, mxnos uma, x isso faz uma grandx difxrxnça.

Às vxzxs, mx parxcx qux mxu grupo x como a minha máquina dx xscrxvxr, qux nxm todos os mxmbros xstão dxsxmpxnhando suas funçõxs como dxviam, qux txm um mxmbro achando qux sua ausxncia não fará falta...

Vocx dirá: "Afinal, sou apxnas uma pxça sxm xxprxssão x, por isso, não farxi difxrxnça x falta à comunidadx."

Xntrxtanto, para uma organização podxr progrxdir xficixntxmxntx, prxcisa da participação ativa x consxcutiva dx todos os sxus intxgrantxs.

Na próxima vxz qux vocx pxnsar qux não prxcisam dx vocx, lxmbrx-sx da minha vxlha máquina dx xscrxvxr x diga a si mxsmo:


"Xu sou a pxça mais importantx do grupo x os mxus amigos prxcisam dx mxus sxrviços!"

Pronto, Agora consertei a minha máquina de escrever. Você entendeu o que eu queria te dizer??

Percebeu a sua imensa participação na vida daqueles ao seu redor...
percebeu que assim como tem pessoas que são importantes para nós, também, somos importantes para alguém.

Lembre-se de que somos parte do Universo e como tal somos uma peça que não podemos faltar no quebra-cabeça da vida.


Fonte: Portal da Família

sábado, 7 de novembro de 2009

O Manual do Fabricante

Diz o ditado popular que você pensa o que lê. Você fala o que pensa. Você é o que fala. Desse modo, só há um jeito de você não se tornar um burro merecedor de carroça. É ler o máximo possível. E ler coisa positiva, séria e produtiva. Porque se você ler porcaria não vai passar disso aí. Quem lê revista em quadrinhos, cheia de heróis ridículos que tudo podem (e nada são na realidade), vai tentar ser igual a eles e sem dúvidas ficará decepcionado. A criança e o jovem são moldados pela leitura e o exemplo dos pais e professores. Se você é um mau pai, que fuma, bebe, fala palavrões e ataca seus vizinhos, seu filho será, sem dúvidas, um fracasso na vida. Ele vai seguir o seu exemplo e cair cada vez mais. O mesmo se pode dizer com relação à mãe que dá mau exemplo à sua filha.
No Nordeste já existe uma “Escola para os Pais”, a fim de que eles aprendam como educar melhor os seus filhos. Que mentira, que lorota boa... Você só aprende a educar os seus filhos se tiver uma sólida base moral e religiosa. E essa base você só conseguirá lendo a Bíblia, que é a Palavra de Deus. Deus criou o homem e todo o universo. Só Ele conhece os defeitos e necessidades de todos nós. Se você compra um aparelho de som, TV ou Vídeo cassete vai logo procurar o manual de instruções – do fabricante. O MANUAL ESPIRITUAL DA HUMANIDADE É A BÍBLIA. Só ela conhece cada milímetro de nosso ser, físico, mental e espiritual, e só ela pode aconselhar seguramente como devemos cuidar de nosso aparelho completo.
Há 2000 anos a humanidade dá cabeçadas porque não procura ler o Manual do Fabricante. Todos os países que foram colonizados por evangélicos se tornaram ricos e poderosos. Por que? Simplesmente porque os seus fundadores costumavam ler o Manual do Fabricante e cuidar bem de si mesmos e da família. Uma família perfeita gera um estado perfeito e uma nação rica e feliz. Enquanto a Europa e os Estados Unidos se guiaram pelo Manual do Fabricante iam de bem a melhor. Então veio a Teologia Liberal, desacreditando a Bíblia, e os países ricos começaram a desmoronar. Nos Estados Unidos, o Satanismo já domina 40% da população. Resultado, segundo a escritora ex-satanista, Lauren Statford, cerca de 60 mil pessoas são sacrificadas anualmente a Satanás.
Agora leio o livro de um cristão bíblico, apresentador de rádio e TV nos Estados Unidos e ele conta casos de estarrecer. Dentre esses, o de adolescentes que se tornando fanáticos seguidores dos conjuntos Black Metal começaram a ingerir drogas, entraram em organizações satânicas e acabaram matando amigos e parentes, para agradar o príncipe das trevas. Um deles é Seem Sellers, atualmente no corredor da morte, porque matou seus pais. Além das músicas do “Heavy” e “Black Metal”, existem as revistas de pornografia, que usam bebês, crianças e adolescentes para fazer suas fotos pornográficas e as vendem aos viciados. Geralmente esses viciados em Rock, drogas e pornografia são de todas as camadas sociais e religiosas. Satanás usa uma trilogia para arrebanhar almas para o inferno: Rock, drogas e pornografia. São os ingredientes necessários para alguém entrar nas “igrejas” satânicas americanas, para depois acabar matando pessoas e se suicidando. E o país está afundado no lodaçal da imoralidade e do satanismo, simplesmente porque trocou a Bíblia pelas revistas “PlayBoy” e congêneres.
O Brasil já está se encaminhado para um abismo desse tipo. Nas bancas de jornais as revistas pornográficas são vendidas a qualquer jovem ou adulto. Em nome da liberdade de imprensa e dos direitos humanos podem-se comprar todas as mazelas morais em forma de revista. Depois esses delinqüentes vão para casa. Lêem até cair de cansaço. Então ligam a TV para ver a seção da meia-noite, onde os filmes são de terror, imorais e satânicos. Alimentam-se constantemente de lixo... Lixo... Precisamos atacar o mal pela raiz, pregando o evangelho e ajudando a comunidade. Todos gritam contra os policias de Diadema, contra os matadores do índio Pataxó, mas não procuram conhecer a raiz do problema.
Esses policiais e esses garotos incendiários sem dúvida deviam ser fanáticos por Rock pesado, pornografia, drogas, sexo e outros itens da sacola “supermarket” de Satanás.
Quem se alimenta mentalmente de pornografia, ouvindo música druida, fumando “inocentes” cigarros de maconha, sem dúvida alguma será um forte candidato a abusar de suas irmãs adolescentes e até mesmo matar seu pai, sua mãe e qualquer um que atravessar em seu caminho. Paremos para pensar, enquanto é tempo.

Mary Schultze - 24/07/1997
Escrito há 12 anos, mas ainda atual

Homem gastou 3.500 libras para se parecer com e diabo


Um excêntrico que gastou 3.500 libras (cerca de quatro mil euros) para se parecer com o diabo foi, nesta sexta-feira (17), proibido de circular pelas ruas inglesas à noite.

Gavin Paslow, de 39 anos, tem feito algumas cirurgias para se assemelhar fisicamente com Belzebu: tem os dentes afiados, barba bicuda (que raspou para ir a um tribunal), língua bifurcada, implantes na testa que parecem dois chifres e usa lentes de contato verdes (do gênero dos répteis). Mas a transformação só estará completa quando colocar implantes ósseos na espinha desde a cabeça até às costas e tiver uma cauda verdadeira.

Este amante de heavy metal tem 29 tatuagens temáticas e 11 piercings e diz que vê o corpo como “um trabalho em progresso”. Recusa que esteja a passar por uma crise de idade, salientando que “não existe nada de errado” com ele e que é “quase humano”.

Separado e pai de duas filhas (com três e 15 anos), Gavin foi acusado de fraudes fiscais. Quando se apresentou no tribunal com este aspecto e sob o nome Diablo Delenfer, os juízes determinaram que passaria a ter recolher obrigatório e não poderia perambular pelas ruas durante a noite.

Fonte: http://conteudo.arcauniversal.com/2009/07/21/homem-gastou-3500-libras-em-cirurgias-para-parecer-com-o-diabo/

Para reconhecer mentiras Se você acredita que quem tenta enganar alguém sua frio e evita o olhar do interlocutor, surpreenda-se

por Marc-André Reinhard
© roberto a sanchez/istockphoto

Como podemos perceber se estamos sendo enganados? Existem sinais claros que indicam uma mentira, algo que possa ser comparado à tão conhecida metáfora ao nariz do Pinóquio que se tornava cada vez maior quando ele ocultava a verdade? Infelizmente não. Durante muito tempo as pessoas acreditaram que podiam identificar um mentiroso por comportamentos ou sinais corporais – como coçar a cabeça com frequência; movimentar-se de forma agitada ou ficar com as faces coradas. No entanto, um grupo de pesquisadores coordenado pela psicóloga Bella M. DePaulo, da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, Estados Unidos, garante que normalmente não é isso que acontece. Em 2003 ela já havia reunido e analisado resultados de 120 estudos sobre os sintomas físicos que acompanham mentiras. Conclusão: os estereótipos raramente são verdadeiros; em geral, mentirosos não escorregam nervosos na cadeira, nem evitam o contato visual de seu interlocutor.

Na verdade, para a maioria das pessoas é realmente muito difícil discernir se uma declaração é verdadeira ou falsa. Foi a essa conclusão a que chegaram Bella e seu colega Charles F. Bond, da Universidade Cristã do Texas, em 2006, em, outro estudo sobre o tema. Para tanto, os dois pesquisadores resumiram os resultados de 206 estudos sobre a cota de acertos em julgamentos sobre credibilidade. No total, apenas 54 desses julgamentos sobre a veracidade ou não de uma declaração estavam corretos, um valor estatisticamente pouco significativo – que talvez pudesse ter sido atingido também por meio de pura adivinhação. Mas convém levar em conta que, na média, os sujeitos reconheceram mais frequentemente afirmações verdadeiras do que mentiras. No entanto, há estratégias com as quais as enganações podem ser descobertas com alguma margem de segurança.

Tomando por base os estudos levantados por Bond e Bella, pesquisadores da mesma equipe compararam diversos canais sensoriais. Ao analisar os resultados dos exames, os estudiosos chegaram à conclusão de que sinais acústicos ajudam mais a reconhecer engodos que visuais: nos experimentos, os sujeitos podiam diferenciar de forma mais nítida as mentiras quando ouviam a declaração duvidosa com atenção, em vez de observar o falante, à procura de sinais reveladores.

Marc-André Reinhard é doutor em psicologia social e pesquisador da Universidade de Mannheim, na Alemanha.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/para_reconhecer_mentiras.html

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O que a Igreja ensina e os Tele-evangelistas negam

Inúmeros pastores têm compartilhado as suas preocupações com os ensinamentos ministrados por alguns dos tele-evangelistas. Há pouco, um pastor amigo me disse: “A gente dá um duro absurdo ensinando aos membros de nossas igrejas a sã doutrina para que esses lobos vorazes desconstruam tudo que ministramos, através de seus programas televisivos.”
Isto posto, afirmo sem a menor sombra de dúvidas que aquilo que a igreja ensina, os tele-evangelistas negam, senão vejamos:
1º - A igreja ensina que em Cristo o escrito de dívida que constava contra nós foi cancelado; já os tele-evangelistas ensinam que os crentes precisam se libertar das maldições hereditárias.
2º - A Igreja ensina que Jesus é o Senhor; os tele-evangelistas que Deus é o gênio da lâmpada mágica.
3º - A igreja ensina que as Escrituras nos bastam; já os tele-evangelistas de que o mais importante são as experiências.
4º - A igreja ensina que devemos orar segundo a vontade de Deus; os tele-evangelistas que devemos decretar a bênção.
5º - A igreja ensina que aqueles que buscam o reino de Deus, todas as coisas lhes serão acrescentadas; os tele-evangelistas de que em Cristo seremos ricos.
6º - A igreja ensina que Jesus Cristo é Deus; os tele-evangelistas de que ele é fonte de vitória.
7º - A igreja ensina sobre a trindade; os tele-evangelistas o unitarismo.
8 º - A igreja ensina sobre a mordomia cristã; os tele-evangelistas de como extorquir dinheiro do povo.
9º - A igreja ensina sobre um Deus soberano que governa sobre todas as coisas; os tele-evangelistas de que Deus pode ser surpreendido por catástrofes e tragédias.
10º - A igreja ensina que os nossos cultos devem ser cristocêntricos; os tele-evangelistas de que devem ser antropocêntricos.
11 º A igreja ensina que adorar a Deus é humilhar-se pedindo perdão pelos pecados; os tele-evangelistas de que adorar é saltar de alegria nos famigerados shows gospel.
12º - A igreja ensina de que não devemos perder tempo com o diabo; os tele-evangelistas de que devemos entrevistá-los.
13º - A igreja ensina a simplicidade do evangelho; os tele-evangelistas a zooteologia, onde cães, leões, águias e outros bichos mais se fazem presentes nas manifestações de louvor a Deus.
14º - A igreja ensina que os ritos sacrificiais e as festas judaicas foram abolidos definitivamente por Cristo na cruz do calvário; Os tele-evangelistas judaizaram a fé.
15º - A igreja ensina que o maligno não nos toca; os tele-evangelistas de que basta dar legalidade que o diabo faz um inferno na vida do crente.
16º - A igreja ensina sobre discipulado; os tele-evangelistas sobre coronelismo e cobertura espiritual.
17º - A igreja ensina que avivamento se faz presente através do choro e arrependimento; os tele-evangelistas que avivamento é barulho.
18º - A igreja ensina o perdão, os tele-evangelistas o ódio.
Pois é cara pálida, dias difíceis os nossos! Que Deus tenha misericórdia da sua grei!
Pense nisso!
Renato Vargens [via Solomon]

Fonte: http://pavablog.blogspot.com/

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Os ateus vivem mal com seu “nada” e por isso agridem a fé?

Na apresentação do seu último livro, José Saramago declarou que a Bíblia era um “manual de maus costumes” e um “catálogo de crueldades”, e que Deus não era “de fiar”, por ser “vingativo, rancoroso e má pessoa”.

Nos dias seguintes, católicos e não só acusaram-no de provocação gratuita e de ignorância, por estar a fazer uma leitura literal do texto bíblico.

De facto, a Sagrada Escritura não pode ser lida como uma narrativa textual e objectiva, e muito menos o pode ser, sob pena de anacronismo, com os nossos olhos de hoje. A Bíblia está repleta de alegorias, metáforas, simbolismos, mitos, lendas e profecias, requerendo uma exegese que saiba extrair, de cada história ali contida, o seu significado moral. No episódio de Caim e Abel, o excerto do «Génesis» que inspirou o livro de Saramago, o texto expõe o leitor a uma morte, idêntica a outras, sacrificiais, presentes no Antigo Testamento; mas a interpretação supra-literal deve remeter-nos para a escolha humana entre o Bem e o Mal e, portanto, para a condenação da violência.

A meu ver, contudo, o cerne da polémica não é este. Saramago sabe perfeitamente, porque é escritor e criador de imagens, que não faz sentido, do ponto de vista discursivo, depreciar a Bíblia como ele o fez – ou então estaríamos condenados a censurar grande parte da literatura profana ocidental. Sabe também (e tem dificuldade em admiti-lo) que, além das histórias de violência e opressão, a Bíblia fala sobretudo das vítimas, dos pobres e marginalizados, para lhes oferecer consolo e esperança – muito antes de Karl Marx ter reparado neles. Sabe, finalmente, que o que disse, em si mesmo, é de um simplismo confrangedor: achar que porque Caim matou Abel toda a Bíblia está cheia de crueldades é tão superficial e redutor como afirmar que porque Stalin matou milhões todos os comunistas são potenciais assassinos!

O problema de Saramago não é com a Bíblia – é com a simples existência da religião. Desde que Robespierre decidiu descristianizar o mundo, os “iluminados” da modernidade e os órfãos dos “deuses” menores, terrenos e bem violentos, não convivem bem com a crença alheia. O racionalismo cientista e materialista não concebe que haja seres humanos que acreditam no que a ciência não comprova existir.

José Saramago revelou, no fundo, incomodo, sectarismo e intolerância em relação ao fenómeno religioso.

Ninguém lhe contesta o direito de escrever e muito menos o de ser ateu; nem se lhe pede que aceite ou compreenda a Fé dos outros. Pede-se, apenas, com a autoridade e a responsabilidade públicas de ser Prémio Nobel como ele é, que a respeite, porque é essa a medida da tolerância e da civilização.

A atitude de Saramago é um sinal dos tempos: os cristãos vivem bem com a sua crença; são os ateus é que parecem (con) viver mal com a religião. Deve ser por isso que, não acreditando em Deus, Saramago não cessa de falar d’ Ele. Ora, havendo espaço para a crença e para o ateísmo, cada um deve escolher o seu caminho, sem revelar a alma intranquila de quem, invocando o direito à diferença, afinal insulta o diferente como bárbaro e vicioso.

José Miguel Sardica
Professor da Universidade Católica Portuguesa

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/3672-os-ateus-vivem-mal-com-seu-nada-e-por-isso-agridem-a-fe

A Virgindade de Maria e a Incoerência Católica

Diz o Catecismo da Igreja Católica:


“O aprofundamento de sua fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem” (C.I.C., item 499, página 141).


Diz a Bíblia:


“José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em casa sua mulher. Mas não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho. E ele o chamou com o nome de Jesus” (Mateus 1.24).

Comentário da Bíblia de Jerusalém, Paulus Editora, com a chancela datada de 01.11.1980, de Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Metropolitano de São Paulo:

“O texto não considera o período ulterior [posterior] e por si não afirma a virgindade perpétua de Maria, mas o resto do Evangelho, bem como a tradição da Igreja, a supõem”. Isto é, a Bíblia, aqui, só afirma a virgindade de Maria até o nascimento de Jesus.

Comentário do Monsenhor José Alberto L. de Castro Filho, na Bíblia Sagrada, foto acima, aprovada pela igreja romana, edição ecumênica, BARSA, 1977, tradução do Padre Antonio Pereira de Figueiredo, com notas do referido monsenhor, bispo auxiliar do Rio de Janeiro:

“Enquanto (ou até que): esta palavra portuguesa traduz o latim donec e o grego heos ou, que por sua vez estão calcados sobre a expressão hebraica ad ki que se refere ao tempo anterior [grifo meu] a esse limite sem nada dizer do tempo posterior, cf. Gn 8.7; Sl 109.1; Mt 12.20; 1 Tm 4.13. A tradução exata seria: “sem que ele a tivesse conhecido, deu à luz...”, pois a nossa expressão “sem que” tem o mesmo valor”.

Não poderia ser diferente a interpretação. Até o nascimento do primogênito, José não conheceu Maria, isto é, não teve relações sexuais com ela. O evangelho de Mateus foi escrito cerca de 60 antes depois de Cristo. O mais provável é que o evangelista conhecia a vida do casal José Maria, após o nascimento do primogênito. Poderia ter afirmado que o casal não teve outros filhos, e, inspirado pelo Espírito Santo, concluir que Maria permaneceu virgem até a morte. Não o fez.

Como vimos nas declarações do Catecismo, a doutrina da “sempre virgem” é uma confissão da Igreja Católica, uma dedução por sua conta e risco. Isto é corroborado pelo comentário da Bíblia Católica, ao dizer que “a tradição supõe”, isto é, trata-se de uma hipótese.

Sei que o contexto se faz necessário, mas não se encontra contexto favorável à doutrina da “sempre virgem”. Mais adiante, o mesmo evangelista arrematou:


“Não é ele [Jesus] o filho do carpinteiro? Não se chama a mãe dele Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E as suas irmãs não vivem todas entre nós” (Mateus 13.55-56 – Bíblia de Jerusalém).


Todos os parentes naquela época eram chamados de irmãos, replicam alguns. Mais uma vez respondo com a palavra das citadas “Bíblias Católicas”, em que um parente é chamado de “primo”:


“Saúdam-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, primo de Barnabé...” (Colossenses 4.10). Esta carta paulina foi escrita cerca de 62 anos d.C., na mesma época em que Mateus escreveu seu evangelho.

Pr. Airton Evangelista da Costa

www.palavradaverdade.com

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Entrevista: 'China assumirá em breve uma posição dominante no mundo'

Autor do livro When China Rules the World (Penguin Books, 2009), o jornalista e acadêmico britânico Martin Jacques acredita que a China assumirá em breve uma posição dominante no mundo, quando exercitará o "complexo de superioridade" desenvolvido nos 2 mil anos de história dinástica. Leia a entrevista concedida ao Estado, de Londres, por telefone:

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Quão distantes nós estamos do momento em que a China vai "dominar" o mundo?


O título do livro não deve ser interpretado lateralmente. When China Rules the World ("Quando a China Dominar o Mundo", em tradução livre) refere-se ao período em que a China será o país mais influente do mundo. Os EUA estão numa clara e irreversível trajetória de decadência e há dois fenômenos por trás deste processo. O primeiro é a mudança do centro de gravidade global, com a emergência do mundo em desenvolvimento, com países como China, Brasil e Índia. O segundo são os problemas domésticos americanos: endividamento, encolhimento da capacidade industrial e crise de sua posição financeira no que diz respeito ao dólar, a moeda usada como reserva de valor pelo mundo.Teremos cerca de 20 anos nos quais os EUA vão se ajustar a uma nova ordem da qual não serão mais o arquiteto, promotor ou beneficiário. Haverá a emergência de outros países, dos quais a China será o mais poderoso.


Em que um mundo influenciado pela China será diferente?


Nós ainda não temos a resposta, em parte porque estamos falando do futuro, mas também porque é algo desconhecido. Nunca vimos uma mudança como esta. Desde a Revolução Industrial britânica, a partir de 1780, o mundo foi dominado primeiro pela Europa e depois pelos EUA. Ou seja, sempre pelo Ocidente. Agora, vemos algo absolutamente distinto, que é a mudança de poder global em direção à Ásia, especificamente em direção à China e, secundariamente, em direção à Índia. Será a primeira vez em que o poder hegemônico não será ocidental.


Até agora, a emergência da China só tem sido discutida em termos econômicos. Isso significa que a China não terá influência política, cultural e intelectual?


Não, esta é uma visão estreita da realidade. Só discute-se a questão econômica porque as pessoas ainda acreditam que a China vai se ocidentalizar. Há uma visão generalizada de que existe apenas uma modernidade, que é a ocidental. Na verdade, a modernidade chinesa será, em vários aspectos, totalmente distinta da ocidental. Ela se manterá distinta, porque a modernidade é um reflexo da história e da cultura, e não apenas da concorrência tecnológica ou de mercado. A história moderna da China foi interpretada em termos ocidentais. Nós temos uma limitação intelectual na tentativa de entender o que a emergência da China significa.


O sr. menciona no livro o "complexo de superioridade" que ao longo da história imperial - que durou até 1911- marcou a relação da China com o mundo. Como este complexo pode influenciar o comportamento de uma China influente?


Este é o ponto crucial. Não é que outros países não tenham essa noção de superioridade, mas ela é bastante peculiar na China. À diferença de outros países populosos, como Índia, EUA, Brasil e Indonésia, 92% dos chineses se veem como integrantes de uma única raça, a dos chineses han. E isso em uma população de 1,3 bilhão de pessoas. A razão é que a China e a civilização chinesa têm uma existência extremamente longa, especialmente na parte centro-leste do país - o oeste veio muito mais tarde. As diferenças, as fronteiras e as distinções entre as pessoas diminuíram a ponto de todos verem a si mesmos como chineses han. Isso é combinado com uma longa história na qual a civilização chinesa foi particularmente bem sucedida. Os chineses viam a si mesmos como detentores da maior civilização do mundo e descreviam a China como a terra dos céus, o que deu a eles um forte sentimento de identidade e superioridade cultural. A China dinástica se via como o Império do Meio, o centro do universo, e desprezava os que estavam ao redor. A China era o centro do mundo e os demais, bárbaros. O que não sabemos é como esse sentimento de superioridade cultural vai se expressar no período de globalização. Mas sei que não será uma repetição da experiência ocidental. O sentimento de superioridade dos chineses é mais profundo do que era o dos europeus durante o período colonialista.


Recentemente, a China tentou impedir líderes globais de se encontrarem com o dalai lama ou com a líder uigur Rebiya Kadeer. Essa é uma prévia da maneira como a China irá se relacionar com o restante do mundo?


Acredito que sim, mas é necessário colocar essa questão em contexto. A China considera Xinjiang (província habitada pelos uigures) e o Tibete como partes de seu território e vê o relacionamento de qualquer país com pessoas hostis a seus interesses como uma interferência em seus assuntos internos. Ainda que a China não tenha sido expansionista no sentido europeu, ela se expandiu em seu próprio continente. Durante a dinastia Qing , Tibete e Xinjiang foram incorporados à China, o que dobrou o território do país. Os chineses han têm um conceito muito frágil de diferença cultural. Quando se trata de reconhecer diferenças religiosas, culturais e linguísticas, os chineses han têm uma mentalidade de assimilação, que é exatamente como a China foi construída, em um processo extremamente longo. Historicamente, a China viu-se como a terra dos céus e não interferiu no restante do mundo. Mas como uma China poderosa vai tratar um mundo definido pela diferença cultural? Isso me preocupa ainda mais do que a questão da democracia em si.


Qual será o impacto sobre valores liberais como liberdade individual, império da lei e liberdade de imprensa?


Nós estamos entrando em um mundo cultural complicado, no qual valores ocidentais vão ser contestados de uma nova maneira, com a emergência de novas culturas. Quando seu país e sua cultura são dominantes, os outros te copiam. O mundo vai ficar muito mais exposto à cultura chinesa, que é vastíssima e pode acrescentar elementos à experiência global. Eu estou deliberadamente separando as questões culturais dos temas políticos. Não acho que a noção de império da lei vai se aplicar na China da mesma maneira que no Ocidente. Mas eu acredito que a China será uma sociedade cada vez menos arbitrária. O que enfatizo é que a China tem um conceito muito diferente da relação entre Estado e sociedade e essa não é uma característica apenas do período comunista, mas do sistema chinês. O Estado ocupa uma posição diferente da que ocupa em sociedades ocidentais, ele desfruta de autoridade e legitimidade. O Estado chinês nunca teve sérios competidores, como a Igreja foi na Europa. O Estado chinês é extremamente competente. Muita gente fala sobre o Estado no Ocidente, mas não se discute a questão de sua competência. Acredito que nesse aspecto haverá um enorme interesse tanto de países em desenvolvimento quanto dos desenvolvidos de estudar a tradição do Estado chinês e sua competência. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/26102009/25/tecnologia-entrevista-china-assumira-breve-posicao.html

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A comunidade dos destemidos

Vivamos a nossa fé como compromisso com Deus e com a igreja de Jesus até volte para nos buscar. Vivamos triunfantemente nossas vidas cristãs de acordo com as premissas deste poema:
“Pertenço à comunidade dos destemidos.
Tenho o poder do Espírito Santo.
Minha decisão está tomada.
Já dei o passo à frente,
não vou olhar para trás,
nem parar, nem reduzir a marcha, nem ficar inerte.
Meu passado está redimido;
meu presente faz sentido;
meu futuro está garantido.
Não quero mais a mediocridade,
nem os joelhos macios ou as distrações tolas.
Não estou mais interessado em prosperidade, riquezas, dinheiro, sucesso, fama ou promoções.
Não preciso mais estar sempre com a razão, ser o primeiro, ser reconhecido, admirado ou recompensado.
Agora vivo pela fé, descanso no poder do meu Senhor, motivado pela oração e trabalhando sob sua direção.
Sigo com perseverança no caminho estreito e difícil.
Os companheiros são poucos, mas meu guia é confiável e a missão é clara.
Ninguém conseguirá me seduzir, iludir, distrair, retardar ou fazer contemporizar.
Não vou desistir, não vou me calar, nem parar, até que tenha feito tudo o que posso pela causa de Cristo.
Sou um discípulo de Jesus.
Preciso prosseguir até que ele volte, dar tudo o que tenho e pregar até que todos o conheçam.
Quando ele vier para os seus, encontrará meu estandarte bem levantado.
Amém.
Vem depressa, Senhor Jesus Cristo!!”

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A Morte da Dona Reunião de Oração

Faleceu, na Igreja dos Negligentes e Frios na Fé, dona "Reunião de Oração", que já estava enferma desde os primeiros séculos da era cristã. Foi proprietária de grandes avivamentos bíblicos e de grande poder e influência no passado.

Os médicos constataram que sua doença foi motivada pela "frieza de coração". Constataram ainda: "dureza de coração e de joelhos"; os quais não se dobravam mais, ainda diagnosticaram "fraqueza de ânimo" e muita "falta de tempo e de boa vontade".

A Dona Reunião de Oração foi medicada, mas erroneamente, pois lhe deram doses em grande quantidade de medicamentos errados, tais como: "administração de empresa e organização exagerada para reavivá-la", mudando-lhe o regime, mas isso não adiantou de nada. Deram-lhe também "xarope de reuniões sociais" o qual a sufocou. Ainda medicaram injeções regulares de "competições esportivas", o que provocou má circulação nas veias das amizades e artérias dos relacionamentos, provocando alguns males da carne tais como: "rivalidades e ciúmes", principalmente, entre os jovens. Administraram-lhe muitos tabletes de "acampamentos", e comprimidos de "passeios e dinâmicas sociais", durante os quais ela deveria ficar de repouso, sem participar dos mesmos. Deram-lhe também para tomar muitas cápsulas de "gincana bíblica", mas apenas para lhe diminuir as dores da morte.

Resultado: Morreu Dona "Reunião de Oração!" A autópsia revelou: falta de alimentação apropriada com "O Pão da Vida", carência urgentíssima de líquido santo ("A Água Viva"), ausência quase total de limpeza de pecados e eliminação dos males que estavam em seu corpo através de "choro e lágrimas de arrependimento".

Dona Reunião de Oração freqüentava a Igreja dos Negligentes, situada à Rua do Mundanismo, número 666. Após a morte da Dona Reunião de oração, a liderança da Igreja dos Negligentes resolveu que os cultos de meio de semana não existirão mais. Resolveu também não ter mais Escola Bíblica Dominical, bem como aos domingos, haverá cultos somente pela noite, assim mesmo quando não houver feriados prolongados nos finais de semana, pois seus membros darão prioridade às suas agendas pessoais. Ao final de contas, Dona Reunião de Oração, já não existe mais para "importuná-los".

Que tragédia será quando uma igreja chega a esse estágio. Penso que se não mudarmos urgentemente nossa atitude no que tange à estarmos juntos em oração o quanto antes, teremos uma igreja de negligentes, e ainda faremos apenas de nossos encontros domingueiros um exercício metal e um ponto de encontro dos crentes. A falta de seriedade nas reuniões de oração levou muitas igrejas a se afundarem num ritualismo medíocre, sem poder e sem forças pelas levar ninguém a Cristo.

Em Atos 1.14 antes da escolha de Matias como substituo de Judas havia uma reunião de oração, “Todos estes perseveravam unânimes em oração” . No cap. 2 logo após isto, no dia de pentecostes “estavam todos reunidos no mesmo lugar” e “Todos ficaram cheios do Espírito Santo” (Atos 2:1-4) do verso 42 ao 47 vemos que a “igreja perseverava nas orações” e “todos os que creram estavam juntos” e “muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos”. E “acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”. Foi na reunião de oração que “unânimes, levantaram a voz a Deus”, “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus”. (Atos 4:24,31). Foi na reunião de oração que “o Espírito Santo disse: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. (Atos 13:2).

Disse o Rev. H. D. Lopes: “O crescimento da igreja é uma obra de Deus. Plantamos e regamos, mas só Deus dá o crescimento. Pregamos e evangelizamos, mas só Deus pode abrir o coração. Ensinamos e exortamos, mas só o Espírito Santo pode convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo. Mesmo que usássemos todas as técnicas modernas e todos os recursos da terra, jamais poderíamos converter sequer uma alma. O novo nascimento é uma operação sobrenatural e exclusiva do Espírito Santo. Por isso, somente Deus pode agregar à igreja os que são salvos. Sendo assim, precisamos depender mais dos recursos de Deus do que dos nossos recursos. O poder para realizar a obra de Deus não vem da nossa inteligência, ou dos nossos recursos financeiros, nem mesmo das nossas habilidades pessoais, mas de Deus. É ele quem escolhe, regenera, chama, justifica e glorifica. A salvação é obra de Deus do começo ao fim. Sabendo disso, a igreja contemporânea deveria orar com mais fervor e com mais intensidade, como o fez a igreja primitiva. O crescimento numérico da igreja primitiva retrata sua vida exuberante de oração. A igreja orava e os resultados apareciam. Os joelhos se dobravam em oração e os corações se derretiam na presença de Deus em sincera conversão”.

Que a IBMA não despreze a importância da reunião de oração. Que não sejamos achados como negligentes. Que Não matemos aquela que é a mais importante reunião da igreja. Que cresçamos juntos pela Palavra e pela oração.

Pr Nelmo Monteiro

Editado no boletim de 18 de Outubro da Igreja Batista Monte Ararate.


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Dia 12 de Outubro, dia da Idolatria no Brasil

Os evangélicos aprovam aqui e ali o seu dia comemorativo. Até aí nada de errado. Católicos os possuem aos montes, distribuídos por todo o calendário anual. Mas no momento em que os governos decretam feriado em seus dias de celebração acabam por ferir um dos maiores valores de uma sociedade democrática: a liberdade de escolha de cada um com relação ao seu credo religioso. Obrigar os demais a parar as atividades profissionais e estudantis por causa de festejos religiosos impostos não é liberdade de escolha. Claro que todos os trabalhadores apreciam os feriados, principalmente nesse estressante mundo contemporâneo. Qualquer oportunidade de parar é um tempo a mais com a família. Mas se esses trabalhadores forem patrões ou ganharem por comissão, nem eles apreciarão tantas paradas obrigatórias. E se o motivo for religioso, e da religião do outro, ficará mais constrangedor ainda. Hoje é DIA DE NOSSA SENHORA CONCEIÇÃO DE APARECIDA, A PADROEIRA DO BRASIL. Esse feriado foi oficializado pela Lei Federal 6802/80 para “o culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida”, instituído por ocasião da visita do Papa João Paulo II naquele ano, ao Brasil. Trata-se da veneração nacional da estátua de terracota de 40 centímetros, encontrada nas águas do Rio Paraíba, em São Paulo, por três pescadores e que originou posteriormente em culto público à santa aparecida, nome que tornou-se referência da imagem (Aparecida).Para o católico popular, que não entende de sua própria teologia, mas vive as tradições de sua igreja, cada Nossa Senhora é diferente uma da outra. Mas o catolicismo confessa que as imagens não são santas separadas e distintas, mas a mesma santa em aparições diferentes. Assim há a Nossa Senhora de Fátima (que apareceu em Fátima, Portugal), Nossa Senhora de Guadalupe (que apareceu no México), etc. É a mesma suposta aparição de Maria mãe humana de Jesus, mas em aparições diferentes. Contudo, para o religioso comum, acender uma vela para Nossa Senhora Aparecida é diferente de acendê-la para Nossa Senhora do Rosário, o povo não distingue que são apenas aparições. Porisso festejos múltiplos e diferentes.PADROEIRA DO BRASIL, protetora nacional. Uma estátua de 40 centímetros, que espatifou-se em 200 pedaços na década de 80, poderia proteger a nossa nação? Somos todos cristãos, nós, que assim nos consideramos. Deveríamos ir à Palavra de Deus. Lá nós encontramos a voz do Todo-Poderoso, que nos diz o seguinte:“Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira.” (Jr 7:18) Esse texto de Jeremias fala do povo de Judá, que fazia oferendas a um ídolo identificado como RAINHA DOS CÉUS. Como Nossa Senhora é considerada pelo catolicismo popular? RAINHA DOS CÉUS!! Isso se chama ERRO. O céu não tem rainha; só um Rei, o próprio Deus. “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.” (Is 42:8)O Papa Pio XII “decretou” que Maria era reconhecida como Rainha dos Céus em 1954. Meu Deus, “tende piedade de nós”, que ignoramos o que a Bíblia ensina sobre um Deus que não reparte Sua glória!O comércio de imagens de escultura, de gesso, de bronze, de ferro, de madeira, de plástico, de qualquer material, será grande no dia de hoje. Milhares de estátuas reproduzindo a figura da estátua original serão vendidas aos lares brasileiros. E o que se fará delas? Elas irão para a casa das pessoas, serão colocadas num lugar de destaque, uma vela será acesa, uma rosa decorará o ambiente, um incenso para perfumar o momento de reflexão e as pessoas farão as orações olhando para a imagem. Ou então irão para as padarias, para as oficinas, para os escritórios, para os gabinetes, servindo de proteção contra os inimigos. Aquele objeto era apenas gesso, madeira, ferro, plástico, mas feito em imagem da santa, tornou-se objeto de veneração.As pessoas imaginam estar fazendo uma grande coisa, porque desconhecem o que diz a Bíblia sobre isso: Isaías 44:13-17. O ferreiro, com a tenaz, trabalha nas brasas, e o forma com martelos, e o lavra com a força do seu braço; ele tem fome e a sua força enfraquece, e não bebe água, e desfalece. O carpinteiro estende a régua, desenha-o com uma linha, aplaina-o com a plaina, e traça-o com o compasso; e o faz à semelhança de um homem, segundo a forma de um homem, para ficar em casa. Quando corta para si cedros, toma, também, o cipreste e o carvalho; assim escolhe dentre as árvores do bosque; planta um olmeiro, e a chuva o faz crescer. Então serve ao homem para queimar; e toma deles, e se aquenta, e os acende, e coze o pão; também faz um deus, e se prostra diante dele; também fabrica uma imagem de escultura, e ajoelha-se diante dela. Metade dele queima no fogo, com a outra metade prepara a carne para comer, assa-a e farta-se dela; também se aquenta, e diz: Ora já me aquentei, já vi o fogo. Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e roga-lhe, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus.” Ser idólatra é algo de foro íntimo e não pode ser legislado pelo Estado. Mas se a idolatria for no meio do povo cristão, a Bíblia é a Lei, e nela encontramos a condenação disso, além do tradicional texto dos dez mandamentos, modificados pelo catecismo católico, mas não modificado pelo Espírito Santo ao longo dos milênios: Ex 20.4: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; Não te encurvarás a elas, nem as servirás;”DIA DA PADROEIRA, Dia imposto ao país para uma bênção que a Bíblia não ensina.
Oremos pelo Brasil e pelos Brasileiros...
Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco SP
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Nazinha & Cidinha... Muy amigas!

O Círio de Nazaré (da Senhora de Nazaré, ou Nazinha) é talvez a maior festa romano-babilônica, que acontece, há dezenas de anos, assim como estará acontecendo nestes três dias - de hoje até domingo - 11 de outubro, 2009. Trata-se de uma réplica da romaria da Senhora Aparecida (ou Cidinha). E como a região amazônica tem água sobrando, a romaria é realizada mais dentro da água do que em terra, uma prova de que “Nazinha” não é hidrófoba.O Diabo adora copiar Deus e até copia a si mesmo. Portanto, esse orangotango maior do universo achou por bem copiar a Cidinha, dando-lhe o epíteto de Nazinha, a fim de conservar algemados todos os brasileiros do Norte, do mesmo modo como o são os do Sul e do Sudeste, nesta época de primavera, quando as flores são abundantes e a beleza do Brasil explode em todos os recantos.Essa festa idolátrica sempre acontece no Pará e, nesse período, a cidade fica completamente lotada de romeiros, não havendo vagas nos hotéis, nas pensões e até mesmo as casas de família se transformam em pensões de emergência, a fim de abrigar os iludidos romeiros.Certa vez, eu vi algo desse gênero, quero dizer de lotação esgotada, numa cidade. Foi em Frankfurt, Alemanha, em 1967, quando lá chegamos para o Congresso Internacional de Química. Não havia vaga em hotel algum. Meu marido ficou apavorado, pois era do tipo que exigia sempre bons hotéis e estávamos exatamente chegando de Berlim, onde havíamos nos hospedado no Park Zellermeyer, um cinco estrelas muito conhecido naquele tempo. Fomos abrigados numa pensão horrorosa, cujo banheiro era para uma porção de hóspedes e... o que é pior, na zona de prostituição daquela cidade.Certa manhã, enquanto meu marido estava no Congresso, saí com a filha de nove anos para comprar umas frutas. Os homens passavam e me olhavam com olhares libidinosos (por incrível que pareça eu era bonita, quando tinha 37 anos de idade). Graças a Deus, até em certos locais os alemães são cavalheiros, e um deles parou, me examinou da cabeça aos pés e disse: “Que mulher linda, pena que esteja segurando uma criança pela mão”.Fiquei apavorada e quando meu marido voltou do Congresso, contei-lhe o incidente. Ele riu à beça e com aquela fleuma germânica, ainda caçoou de mim, com estas palavras: “E se você estivesse sozinha, teria aceitado o convite do cavalheiro?” Fiquei com tanta raiva que joguei o conteúdo de um copo de coca-cola em cima dele... Nordestina violenta como só eu mesma, oxente!Mas, voltando a Nazinha, sua festa ocorre em praticamente todos os municípios do Pará e todas as organizações e instituições públicas fazem o seu "Círio" particular. É difícil, no mês do Círio, comer em um restaurante que não tenha um altar com a deusa Nazinha entronizada. Todos os paraenses, nesse período, estão com os nervos à flor da pele e comentar algo contrário a esta deusa minúscula, de pele cor de chocolate, é uma afronta. Quem quiser entrar com a própria barriga numa peixeira de meio metro de comprimento basta dizer que Nazinha não é a grande santa entronizada no céu, ajudando o filho dela a julgar os vivos e os mortos (Sim, porque morre muita gente boa durante a festa, visto como, na verdade, Nazinha precisa de almas para entregar ao chefão da máfia infernal).A imagem (original) fica em um altar suspenso na principal igreja, chamado "altar da glória". Uma vez por ano o ídolo desce, e eles dizem (o povo, os jornais, o rádio...) que "Nossa senhora de Nazaré, desce da glória, para o meio de seu povo". É algo impressionante, a devoção e loucura desse povo. Existe ainda o chamado "almoço do Círio", no qual o comércio se esbalda, sendo este conhecido como o "natal dos paraenses".Tudo isto nos remete a Jeremias 7:17-18: “Porventura não vês tu o que andam fazendo nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém? Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira”.O resultado pode ser visto em Jeremias 7:20, "Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que a minha ira e o meu furor se derramarão sobre este lugar, sobre os homens e sobre os animais, e sobre as árvores do campo, e sobre os frutos da terra; e acender-se-á, e não se apagará”.O mundo está sendo assolado por pestes, enchentes, terremotos e outros flagelos da natureza, porque o nosso Deus está cansado de tanta idolatria causada pela ignorância bíblica e Sua ira começa a ser vista em todos os quadrantes do planeta.No período conhecido como "A Grande Tribulação", a coisa vai ficar mais escura do que a pele da Nazinha e da Cidinha. Que Deus tenha misericórdia de tantas pessoas que eu amo, muitas delas envolvidas nessa deplorável prática idolátrica. Quem, neste imenso Brasil, não tem parentes envolvidos com a Meretriz Romana? Eu mesma tenho uma porção deles e estou sempre orando para que se convertam a Cristo, para não sofrerem a maldição das pragas do Apocalipse, durante o governo do Anticristo, que vai ser tenebroso!

Escrito por Mary Schultze,10/10/2009.

DIREITOS IGUAIS???

Preocupa-me, sobremodo, o posicionamento de evangélicos, especialmente pastores e lideres denominacionais – inclusive de confissão batista -, que levantam suas vozes ou digitam mensagens de contrariedade diante do Decreto Legislativo, em tramitação no Congresso Federal,, que dispõe sobre convênio entre o governo brasileiro e o governo do Vaticano – leia-se Igreja Católica Apostólica Romana. O que me surpreende é que o motivo, o foco, o clamor, é a exigência de tratamento igualitário para com igrejas evangélicas e outras religiões, e não a reclamação da inconstitucionalidade ou, melhor ainda, a não conformidade com a Lei Maior – que é a Palavra de Deus. Ela preconiza a SEPARAÇÃO ENTRE A IGREJA, que se diz DE CRISTO, e o ESTADO, de se quer dos homens: Uma Igreja livre em um Estado laico e democrático.Pastor. Brito em seu artigo procura deixar claro que a Igreja Católica Apostólica Romana, que ele caracterizou como sendo Igreja Universal dos Apóstolos de Roma, não é a IGREJA DE CRISTO, que as IGREJAS EVANGÉLICAS dizem representar. Ora, se Jesus Cristo recomendou “Daí a César o que é de César e Deus o que é de Deus”. e os cristãos, seguidores de Jesus, foram discriminados e perseguidos pelo Império Romano e pela Igreja Católica, por muitas épocas, nunca deveremos desejar favores e benesses do Estado – reclamando “Direitos Iguais”. A Igreja que se quer denominar IGREJA DE CRISTO – deve fazer sua obra com os homens de Cristo e o dinheiro de Cristo, e os favores e as bênçãos e o poder que vem de Cristo e não do Estado. É pelo Espírito Santo que a verdadeira IGREJA DE CRISTO vence todas as discriminações e perseguições e má vontade de governantes que sobre os homens dominam, Cristo ensinou isso muitas vezes em seus discursos e praticas diante de seus discípulos. E a Sua igreja nascente em Jerusalém viveu isso. Confrontou judeus e gentios, governados e governantes com a PALAVRA DE DEUS, e não apenas com leis romanas ou costumes judaicos. A IGREJA DE CRISTO sobrepuja limites humanos. Não é utopia; é verdade bíblica.. É com tristeza que vemos igrejas e mais igrejas, pastores e mais pastores, lideres e mais lideres, se curvando diante do Estado para deles ter os seus favores. Deixemos isso para a IGREJA CATÓLICA. Ela não tem compromissos com as VERDADES da Palavra de Deus – mas com a sua tradição e o seu magistério eclesiástico, com a mentalidade do Papa e seus Cardeais, segundo seus interesses. Cristo ensinou, claramente, que toda obra de seu Reino – não é deste mundo. Homens de Deus – pastores e a congregação - e os recursos de Deus – dízimos e ofertas e bens e vidas a Ele consagradas – é que devem ser o foco da sua IGREJA. Algumas igrejas, através de seus lideres, buscam, por todos os meios, ”relacionamentos políticos” ou “direitos constitucionais”, livrarem-se de impostos e taxas cobradas pelo governo aos cidadãos e empresas. Mas, incoerentemente, buscam favores e benefícios que são cobertos, financeiramente, por esses mesmos impostos que outros pagam. Se o governo é injusto na cobrança de altos impostos, porque vamos nos beneficiar deles para fazer a obra de Deus, que desde o Velho Testamento prega a justiça, o amor, a santidade, a beneficência?. Precisamos repensar nossas práticas como povo de Deus diante do mundo. Precisamos, como IGREJA DE CRISTO, permanecer longe dos jogos de interesse da política partidária e seus descaminhos. Não é procurando o favor de homens que vamos agradar a Deus. No Evangelho de João, capítulos 14 a 17, há a descrição dos meios disponíveis para a ação poderosa da Igreja na sociedade, sem depender exclusivamente, da boa vontade de políticos e administradores públicos. A VONTADE DE DEUS OPERA SEU PODER E JUSTIÇA E FAZ COM QUE AS COISAS ACONTEÇAM, DE ACORDO COM SEUS PROPÓSITOS. O melhor para a IGREJA é estar no Centro da Vontade de Deus e não querer abrir seu próprio caminho, usando expedientes humanos e influências políticas. Para fazer a obra em NOME DE JESUS, precisamos seguir suas próprias pisadas. Ele é nosso modelo. Em seu encorajamento aos discípulos, para o testemunho da FÉ, Jesus afirmou: “Não é o servo maior do que seu SENHOR. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós. Se ouviram as minhas Palavras, também vos ouvirão a vós” (João 15.19.20)Num Estado democrático temos liberdade de realizar a obra que Deus nos tem comissionado a fazer, e algumas dificuldades. Mas Ele mesmo, O SENHOR DA SEARA, nos concede a presença e o poder do Espírito Santo para realizá-la. E Deus, na PLENITUDE DE SUA EXISTÊNIA, está pronto a ir conosco, testemunhando com todo Seu poder e Autoridade. Que outra igreja, que não pode ser identificada como a IGREJA DE CRISTO, faça convênios, receba dinheiro, receba favores e tudo o mais que queira auferir do poder público! - e na verdade constitucional brasileira assim não deveria ser. Mas, nem de longe, como “EVANGÉLICOS” gritemos e reclamemos DIREITOS IGUAIS. Porque o Decreto em evidência não é de Direito; é USURPAÇÃO DE PODER – tanto do governo da Igreja Católica quanto do Governo estatal. Fiquemos fora desse deslise presidencial, e continuemos, no poder do Espírito de Deu,s a fazer a obra de Deus – apesar de discriminações e perseguições ou má vontade dos que sobre nós governam.. Afinal, o livro de Atos mostra que a perseguição externa, o desprezo governamental, nunca apagou o fogo interno do Espírito Santo na vida da IGREJA ao tempo dos Apóstolos dos primeiros séculos. E a IGREJA DE CRISTO progrediu a despeito de toda obra satânica contra ela arquitetada. Que assim seja conosco também neste início de século XXI. A DEUS TODA GLÓRIA! E não a homens, não a políticos, não a governantes incréus.

Escrito por: Pr. Araúna dos SantosVitória,ES

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Que diz a Bíblia sobre os dinossauros?

Os autores bíblicos conheceram animais, enormes, possíveis remanescentes de grandes répteisUma das perguntas mais freqüentes que tenho ouvido é acerca da existência dos dinossauros. A dúvida fundamenta-se no fato de que a Bíblia não se refere especificamente àqueles animais, que teriam vivido muitos milhões de anos atrás. Afinal, devemos ou não acreditar naquilo que aparece como científico no ambiente secular? Para a surpresa de muitos, podemos afirmar categoricamente que a existência dos dinossauros não representa problema para quem é cristão e crê na Bíblia. Ao contrário, existem textos da Escritura que podem, sim, ter sido escritos em referência a eles. Pela perspectiva da ciência apresentada em nossos currículos escolares, os dinossauros foram répteis, muitos deles enormes, que viveram na Terra em um passado remoto. A maioria dos cientistas parece concordar com tese de que eles desapareceram há cerca de 60 milhões de anos, restando apenas fósseis como prova de sua existência. Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que é bastante razoável admitir uma idade bem antiga para o nosso planeta. O texto da criação, em Gênesis 1, não deve ser interpretado literalmente. O foco do texto é literário, e os dias da Criação não podem ser avaliados mediante nossos parâmetros. Uma Terra muito antiga não contradiz as Escrituras; portanto, a criação dos animais parece ter ocorrido muito tempo atrás – bem mais que os seis mil anos propostos por determinadas correntes teológicas. A grande dificuldade, e aparentemente a única realmente séria, é a suposta impossibilidade da convivência entre seres humanos e dinossauros. Se os grandes répteis desapareceram há tanto tempo, como é possível que o homem os tenha conhecido? Aliás, será por isso que a Bíblia não os menciona? Talvez a resposta para tais questões não sejam tão difíceis. Surpreendentemente, muitas histórias e lendas de diversos povos mencionam animais e monstros impressionantes. Quase todas as civilizações antigas fizeram referência a bichos descomunais. Mitos como o do dragão são quase que universais. Por que será? Seria apenas imaginação, ou teriam estes povos tido contato com seres enormes, hoje extintos, e feito descrições imaginativas a seu respeito? Os antigos vikings, por exemplo, mencionavam monstros marinhos como o hafgufa e o lyngbakr, que posteriormente foram chamados de kraken. A princípio, muitos pensaram que tudo não passava de crendice daquele povo marítimo, ancestral dos escandinavos – mas a descoberta recente, nas profundezas abissais, de polvos e lulas gigantes mostrou que tais referências míticas tinham sua fundamentação na realidade. As Escrituras Sagradas também mencionam animais enormes que algumas traduções tentaram comparar a crocodilos e hipopótamos. Mas a sugestão dos tradutores não subsiste ao exame do texto. De fato, o Antigo Testamento menciona criaturas como Raabe (Sl 87.4; 89.10; Is 51.9), Tanin (Jó 7.12 ; Sl 74.13; 148.7; Is 27.1; Is 51.9; Ez 29.3; 32.2), Beemote (Jó 40.15) e Leviatã (Jó 3.8; 41.1; Sl 74.14; 104.26 e Is 27.1). A descrição desses animais surpreende, pois em nada lembra criaturas conhecidos. O Leviatã, citado em Jó 41.7-33, por exemplo, lembra mais um dragão: “Você consegue encher de arpões o seu couro, e de lanças de pesca a sua cabeça? (...) Esperar vencê-lo é ilusão; apenas vê-lo já é assustador. Não deixarei de falar de seus membros, de sua força e de seu porte gracioso (...) Quem se aproximaria dele com uma rédea? Quem ousa abrir as portas de sua boca, cercada com seus dentes temíveis? Possuem fileiras de escudos firmemente unidos; cada um está tão junto do outro que nem o ar passa entre eles; seu forte sopro atira lampejos de luz (...) Seu peito é duro como pedra, rijo como a pedra inferior do moinho. Quando ele se ergue, os poderosos se apavoram; fogem com medo dos seus golpes (...) Seu ventre é como caco denteado, e deixa rastro na lama como o trilho de debulhar. Ele faz as profundezas se agitarem como caldeirão fervente, e revolve o mar como pote de ungüento.” Já o Beemote é descrito no mesmo livro de modo semelhante à imagem que se faz hoje dos dinossauros: “Ele come capim como o boi. Que força ele tem em seus lombos! Que poder nos músculos do seu ventre! Sua cauda balança como o cedro; seus ossos são como canos de bronze, e seus membros são varas de ferro (...) Quando o rio se enfurece, ele não se abala; mesmo que o Jordão encrespe as ondas contra a sua boca, ele se mantém calmo. Poderá alguém capturá-lo pelos olhos, ou prendê-lo em armadilha e enganchá-lo pelo nariz?” (Jó 40.15-24). O Leviatã e o Beemote merecem maior atenção pela sua descrição detalhada, mas ainda vale lembrar de Raabe, traduzida por monstro dos mares (Salmo 89.10 e Isaías 51.9), que simboliza o poder do Egito (Salmo 87.4 e Ezequiel 29.3). Já Tanin, quando o termo se refere a um grande animal aquático, o sentido é de um monstro das profundezas (Jó 7.12), serpente das águas (Salmos 74.13; Isaías 27.1), serpente marinha (Salmo 148.7). Quando os estudiosos se deparam com esses textos, a atitude deles varia. Alguns sugerem que tudo não passa de pura mitologia dos judeus do passado. Outros tentam relacionar as descrições com animais conhecidos hoje, ou que tais relatos são meramente poéticos. Mas outra possibilidade é de que os autores bíblicos, de fato, conheceram animais enormes, possíveis remanescentes de grandes dinossauros, e deixaram escritas suas impressões sobre os mesmos. Vale ressaltar que “monstros” como esses ainda existem, mesmo que nem todos sejam parentes dos dinossauros; logo, é bem possível que existissem muito mais em tempos antigos. Nos dias de hoje, temos espécies como as serpentes sucuri e píton, que atingem mais de 10 metros de comprimento, e lulas gigantes maiores ainda. Entre os répteis quadrúpedes, o crocodilo do Nilo, que ultrapassa os sete metros,e o dragão de Komodo, que chega a quatro, são praticamente dinossauros vivos. O maior animal dos dias de hoje, a baleia azul, ultrapassa os 30 metros de comprimento e pode pesar 150 toneladas, dimensões semelhantes à de um brontossauro, espécie extinta de dinossauro da qual só restaram alguns ossos petrificados. Além disso, mistérios e lendas sobre possíveis animais gigantescos são muito comuns. Vale lembrar o chamado monstro de Loch Ness, que viveria na Escócia. As referências bíblicas, associadas ao fato de que quase todos os povos antigos deixaram como legado escritos e objetos de arte mostrando criaturas gigantes – que bem poderiam ser dinossauros mencionados pela ciência moderna, como o diplodocus, o tricerátops, o pterodáctilo ou o mais famoso deles, tiranossauro rex, astro de diversos filmes sobre a Pré-História –, sugerem que pelo menos algumas espécies desses répteis tenham vivido em tempos mais recentes e contemporâneos ao homem. Alguns chegaram a identificar o Beemote com o braquiossauro e o Leviatã com o cronossauro. Ainda que a questão ainda esteja longe de ser resolvida, é preciso ressaltar que não há qualquer incoerência e contradição em crer na Bíblia e admitir a existência dos dinossauros. É possível até mesmo que os autores bíblicos tenham tido algum contato com espécimes remanescentes, já imaginou?


Luiz SayãoTeólogo, hebraísta, escritos e tradutor da Bíblia. É também professor da Faculdade Batista de São Paulo, do Seminário Servo de Cristo e professor visitante do Gordon-Conwell Seminary.

A Senhora Aparecida

A Senhora Aparecida, que é um ídolo hinduísta, á meses fora imergidacom um propósito em vista. Achada por pescadores pra pessoa interessada, hoje recebe louvores como deusa entronizada.
Ela usa um manto belo,como as deusas do Hinduísmo,e é tratada com desvelopor todo o Catolicismo.Ela não é a Mariade quem Jesus foi nascido,porém a estátua friade um ídolo esculpido.
Não passa de muita asneira de quem é ignorante, chamar de Medianeira esse ídolo aberrante.
Se o Brasil fosse nação consagrada ao nosso Deus, não lhe faria oração,e lhe daria um adeus!
Porém o povo enganado pela falsa hierarquia adora um ídolo pescado dizendo que ele é Maria!
Muita grana vai correndo pra Catedral dessa “santa”, muitas crianças morrendode fome - e ninguém se espanta.
Adorar ídolos mudos, surdos, cegos e inativos é seita tipo Canudose não serve para os vivos.
O povo é supersticioso, acreditando em lorotas e, sendo religioso, adora até as marmotas.
Meu amigo brasileiro, não seja tão inocente. Adore o Deus verdadeiroque nunca falha nem mente.
Nenhum ídolo ou “santo” merece ser adorado, pois só trazem desencanto, sem nunca dar resultado.
O Messias dos judeus, Salvador e grande amigo, É Jesus, o nosso Deus, que nos livra do perigo de vivermos no pecadoe irmos para o inferno, pois seu sangue derramado tem um valor sempiterno.
Deixemos a idolatria, pra Deus abominação. Vamos respeitar Maria, mas sem fazer-lhe oração.
Só Deus nos ouve os pedidos em o Nome do Seu Filhoe seremos atendidos;
pra Deus não há empecilho!Quem quiser ser atendido por Deus em sua oração, deixe o ídolo esculpido largue a prostituição.
Adorar ídolos diversos é para Deus um horror, e então seremos imersos em fogo consumidor.
Praticar idolatria é atentar contra Deus pra recebermos, um dia, todos os castigos seus. Sempre que um povo carrega seus “santos” sobre um andor, das mãos de Deus escorrega para um abismo de horror.
País que adora uma imageme não o nosso Senhor, só se baseia em miragem e afunda sempre na dor!Meus irmãos, a idolatria é morte espiritual. E nesse ponto, Mariaé a deusa universal!

Escrito por: Mary Schultze - 12/10/98 Viva a Padroeira do Brasil!